Preciso de mudanças constantes. Algo pra me arrancar do suicídio incontestável que todos nós acabamos caminhando em direção. Um grito de consciência depois de dias no silêncio mais assustadoramente barulhento que há. Ficar parada me dá todos os tipos possíveis de alergia. Preciso do levitar-se que a surpresa traz. Daquele choque que dura um segundo e traz o coração à boca, antes do entendimento. Gosto de pensar que minha alma necessita de impulsos e que isso não faz parte só da minha inquietude, mas do meu íntimo.
Eu preciso de provocações constantes. A mesmice, pra mim, é quase a morte. É o passo anterior à perda total de sentido.
Sem a busca pelo novo a gente perde o fôlego. Ou simplesmente a vontade de respirar.