My hands, they’re strong

É quando percebo que já não penso como costumava pensar. Em algum momento, de alguma forma, eu mudei. Sou mais sensitiva, isso existe? Acho que é bem isso, sinto mais, por mim e pelos outros. Sinto mais mim mesma; e os outros. Não sei se estou fazendo sentido, aliás não sei se essa mudança faz de fato sentido algum. Me vejo mais mãe do que nunca, ou mãe, de fato. Acho que a questão é que me vejo, simples assim. Enxergo o que antes era uma nuvem de incertezas, agora de forma clara e precisa. Sei quem sou, onde estou e o que esperar do amanhã. Sei o que me move e tenho certeza absoluta de onde quero chegar, sei onde meu espírito vai encontrar a felicidade plena.

Nunca soube me portar muito bem, não sei se por insegurança ou por mudar tanto de opinião e de planos. E hoje, pela primeira vez em muito tempo, eu acordo sabendo o que fazer do meu dia, sabendo o que fazer de mim e do mundo. Sabendo qual o meu papel, assim, simples. Sabendo o que o universo espera de cada um de nós. E mais do que isso, ouvindo os chamados, seguindo os passos, fazendo acontecer.

Não sei se é demais dizer que me encontrei. Mas encontrei a paz de espírito que vim buscar. Encontrei meu chamado. Entendi minhas necessidades.

“E então tudo paira à minha volta, sorrio e sigo a sonhar, penetrando adiante no universo.” Goethe

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Filed under Amadurecimento, Conscientização, Desabafo, determinismo, Reflexão

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